Usaram uma técnica chamada Botão do Homem Morto, onde uma sequência pré-programada é desencadeada caso uma ação periódica não seja feita por um operador humano. Isso existe em trens, usinas nucleares, aviões, etc.
fonte: Contraditorium
“Olho para dentro de mim e vejo sementes que precisam morrer, a fim de poderem dar muito fruto.”
A metafísica aristotélica procura entender a verdade e explicar as coisas, através do ser enquanto ser; trabalha com o pensamento de um mundo verdadeiro e real cuja essência é a multiplicidade de seres e a mudança incessante. (e não é que aprendi algo na aula de filosofia !).
Comecei essa semana refletindo sobre o assunto, tentando me lembrar por quantas mudanças já tive que passar, situações ás quais tive que me adaptar, convicções que deixaram de ser convicções, dúvidas que passaram a ser certeza, descobertas que fizeram a diferença para mim, e diferenças que me impediram de fazer descobertas. Desde minha entrada para o curso de teologia, essa reflexão tem sido uma constante em minha rotina de seminarista. Uma mudança incessante dentro de um ser que absorve a cada dia, um pouco da multiplicidade de outros seres.
O ser seminarista, (é assim que chamam aquele que decide estudar teologia ), é algo não tão fácil de se explicar. Somente quem já passou pelo processo, ou vive no ambiente de uma faculdade teológica vai saber o que estou querendo (ou tentando) dizer. Você tem de um lado sua convicção de chamado, a certeza da vocação, a vontade de entregar-se à direção de Deus e cumprir seus desígnios; de outro, você tem a dura tarefa de sair de casa todos os dias ás 07:00 e chegar ás 00:00 Hs. Sua vida muda..., você inevitavelmente será cobrado a se tornar um modelo de Cristão, terá que saber dividir seu tempo e se dedicar da melhor maneira possível a: ler inúmeros livros e artigos, preparar várias resenhas, fichas de leitura, trabalhos e apresentações em forma de seminário, ser submetido a testes escritos e orais, entregar todos os trabalhos e leituras nas datas pré-estabelecidas ( segundo um professor, se você não faz isso, não será indicado como um pastor responsável , pelo menos por ele...), dar atenção á sua esposa, a seus filhos e a sua família, de modo que eles não tenham do que reclamar quanto á sua postura como esposo, pai, irmão, filho, tio.. (já que... “aquele que não governa bem sua própria casa....), também deverá ser exemplo de trabalho e dedicação na Igreja, afinal a comunidade investe em você, nada mais justo do que estar presente e ativo em todas as atividades demonstrando e provando sua vocação á todos, as críticas que você receber certamente serão para testar sua vocação e fazer você crescer . Sua vida profissional não para, você continuará sendo cobrado e exigido segundo os padrões de competitividade do mercado, apesar de talvez não entenderem o por que de alguém que trabalha na área de administração, opte por fazer um curso de Teologia. Você deverá continuar se dedicando ao máximo no trabalho, do qual você tira o sustento seu e de sua família.
Em meio á todos esses fatores externos que o cercam, você deverá saber lidar também com os conflitos internos que com certeza virão, e se existir desordem interna, certamente você experimentará frustrações, ansiedades e pouco ou nenhum crescimento. Você não conseguirá se manter em pé se não separar um tempo diário à prática da oração, conversando com Deus sobre tudo que tem feito, buscando orientação do alto sobre as decisões que deverá tomar, estar em permanente contato com sua Palavra para poder assim estar sensível á voz do Pai. Cultivando esse relacionamento com Deus podemos fazer com que nosso senso de auto-estima cresça, nossas intenções sejam renovadas; será através dessa prática que manteremos nossa comunhão com Deus e moldaremos nosso caráter. Ocorre, é que nesse período, nem sempre (ou quase nunca) conseguimos atingir esse objetivo. Carecemos mesmo da misericórdia do Senhor. Que bom que elas se renovam a cada manhã !!
Olho para mim, e vejo sementes que precisam morrer, a fim de poderem dar muito fruto, e toda morte exige sofrimento, e sofrimento é algo indesejável para qualquer um de nós, mas se a semente nega-se a morrer ela também se nega a virar vida, não se transforma, não se multiplica. Talvez essa seja a explicação do porque as pessoas serem tão resistentes às mudanças. Mudar implica em renunciar a si mesmo, deixar que as sementes que estão dentro de você morram. Mudar dói...
O que eu percebo hoje, é que todas essas mudanças me conduzem para um discernimento correto, aponta para uma segurança e maturidade maior do objetivo para o qual caminho, e penso que a ação de mudança contínua me leva a entender de forma mais profunda a necessidade de transformações que ainda preciso experimentar.
O processo todo faz com que a vocação seja confirmada, dia após dia, e vejo que ela é muito mais importante do que achava ser há tempos atrás. Mais crises virão pela frente, e mais crises ficarão para trás, o ser enquanto ser depende cada vez mais do Ser-Supremo.
Usando o jargão de um colega seminarista - “Tudo são pressupostos”. O que realmente importa é estarmos atentos à cumprir com alegria e disposição a missão para a qual fomos chamados.
“Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.” (Hebreus 12.1-3).
A saída para o nosso desânimo está no alicerce que sustentava Jesus quando cada pedra, prego ou fardo era lançado sobre ele. Ânimo meu irmão...!
Seminarista
José B. Silva Junior
Um policial me parou quando dirigia a 90 km/h, numa área onde o limite era de 50 km. Pensei comigo: "Como pude fazer isso?" A resposta era simples: estava vivendo rápido demais!
Estava a caminho do trabalho e minha mente preocupada com a viagem que realizaria no dia seguinte para outra parte do mundo. Meus pensamentos estavam focados nos preparativos da viagem e nas tarefas do consultório que precisavam ser concluídas ainda nesse dia. Por isso, deixei de prestar atenção ao modo como dirigia e às regras de trânsito. Quando o policial me parou estava tão alheio ao fato de haver excedido o limite de velocidade que, com sinceridade, perguntei: “Está havendo algum problema?”
Como tem sido fácil para mim acelerar pela vida fora, desatento ao que acontece à minha volta! Mais preocupante ainda, como foi fácil para mim acelerar, sem consciência das pessoas que estavam ao redor! Freqüentemente minha família, amigos e os mais próximos são esquecidos e negligenciados, sacrificados em nome da minha atarefada determinação de “fazer o bem”.
Jesus falou sobre isso na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.25-37). A ironia dessa parábola é que o desprezado samaritano, rejeitado pela sociedade, demonstrou amor pelo seu próximo, enquanto o sacerdote e o levita, ambos com profundo conhecimento das leis e mandamentos de Deus, não o fizeram.
Provavelmente havia diversos fatores envolvidos na olhada superficial que lançaram ao ferido da história enquanto passavam. Essas distrações, porém, não eram desculpa para terem deixado de oferecer auxílio. Como aconteceu comigo, o sacerdote e o levita estavam talvez concentrados em preocupações distantes, ao invés de enxergar as necessidades concretas e prementes do momento. Enredados em outros assuntos, eles passaram sem prestar socorro e surpreendentemente alheios à situação angustiante do ferido.
Esse problema não se limita a líderes religiosos absortos. Situações idênticas são encontradas no ambiente de trabalho, no lar e em nossas comunidades. Um colega de trabalho pode estar atravessando um período de dificuldades, enquanto nós, pressionados por prazos fatais, deixamos de lhe oferecer ao menos um ouvido solidário ou uma palavra de encorajamento. Nosso cônjuge ou filho pode estar necessitando de atenção, enquanto nós, distraídos, os ignoramos.
Deus nos oferece oportunidades ao longo de nossos caminhos diários. Será que estamos tão entrincheirados em atividades urgentes, que demandam nossa concentração, que falhamos em reconhece-las? Não perca as riquezas que Deus pode ter para sua vida ao longo desta semana, mesmo as ocorrências que, à primeira vista, pareçam inconvenientes. Na verdade podem ser bênçãos especiais!
Uma última coisa: lembre-se de observar o limite de velocidade! A multa é bastante alta!